CONTOS & ESTÓRIAS

AVISTAR BRASIL 2014 - OBSERVAÇÕES DE UM OBSERVADOR!!!!!

Maio de 2014

Conhecendo de Aves e Pessoas:

Pela primeira vez tive a oportunidade de participar da Avistar Brasil que no Parque Villa Lobos em São Paulo/SP!!!!, Minha participação foi como um dos coordenadores, juntamente com o Aldo Oliveira, do estande de Mato Grosso do Sul, onde estávamos promovendo nosso potencial para o turismo e para o turismo de Observação de Aves! O evento reuniu estudiosos, profissionais, amantes e entusiastas da observação de aves do Brasil.

No dia em que chegamos, um dia antes da abertura, pude conhecer uma pessoa muita querida, uma das produtoras do evento, a Suzi Camargo, que nos acolheu com seu jeito carinhoso e com uma boa conversa com sotaque paulistano. Encontramos também o Guto, proprietário do evento, que nos acolheu da mesmo forma, grato aos dois pelo carinho com que tratam os representantes de nosso Estado, pois, este também é o relato dos demais colegas que já estiveram nas edições anteriores do evento.

Um fato interessante aconteceu comigo neste dia, bom, estávamos num parque público e onde iria acontecer um evento de observação de aves, logo, levei comigo minha câmera fotográfica para registrar o evento e algumas aves se fosse possível. Neste dia, enquanto os técnicos montavam nosso estande, avistei uma Corruíra (Troglodytes musculus) em um arbusto próximo da tenda principal e fui lá para fotografá-la. Enquanto estava enquadrando e fotometrando, um guarda da segurança do parque me abordo sonoramente, a ponto de espantar a ave que 'iria' fotografar. Ele me perguntou: o senhor tem autorização para fotografar aqui no parque? Eu respondi: não, não sabia que precisava!?!? Então o senhor não pode fotografar, ele respondeu! O senhor pode pegar autorização na administração! Bom, fui até lá peguei a autorização, onde constou que eu não poderia utilizar minhas imagens para fins comerciais! Fica a dica para quem for lá fotografar! Bom, só para constar fiz o registro de um Sabiá-laranjeira (Turdus rufiventris)...

Na chegada ao hotel, tive o satisfação de conhecer o Prof. Egberto Araújo, observador de aves ou, como ele mesmo se intitula, Fotógrafo Entusiasta, de Campina Grande/PB, professor aposentado da UFPB/CCA/Areia-PB, que encontrou na observação de aves uma forma de ocupar seu tempo, melhorar seu condicionamento físico, manter seu intelecto e estar mais próximo do Criador, aproximando-se da sua criação. Ele me mostrou suas imagens, as quais estavam em um álbum bem elaborado e disse: tem alguns aí que trouxe para alguém me auxiliar a identificar.  

Pessoa de boa conversa e de bons causos de passarinho é também o amigoLuiz Cavalcanti Damasceno, observador de aves do Rio de Janeiro/RJ, que me disse que faltou o trabalho para pode estar na Avistar 2014. Em nossa conversa me disse que já veio algumas vezes passarinhar aqui em MS, e, em uma delas, vei de carro próprio andando mais de 2000 km para fotografar as aves pantaneiras em Corumbá-MS!

No primeiro dia de evento pude também presenciar a apresentação do meu amigo Leonardo Duarte quando falava ao público a respeito de seu siteBiofaces (www.biofaces.com.br). Uma boa proposta de ambiente virtual para  aprendizado e troca de informações a respeito de aves, insetos, animais, peixeis, ou seja, tudo aquilo que tem vida e que você consiga registrar na natureza pode ser postado, comentado, divulgado e promovido no Biofaces!LeonardoCarlãoVitinhoMariazinhaTatianeMaria Pires, Bruna, RegisFernandaSimoneAlessandro e Marjú,  NelsonMaris e tantos outros membros do COACGR/MS que não puderam estar aqui, são amigos que a observação de aves vem me concedendo. Tive a oportunidade também de reverMargi Moss, que também considero amiga advinda do birding!

No segundo dia conheci Daniel Esser, membro da Ecoavis, uma ONG mineira que tem na observação de aves sua forma de criar uma consciência ambiental nas pessoas, conversamos um tanto e ele me contou algumas de seus causo mineiros, com seu sotaque mineres, onde lá pelas tantas, ele falou algumas vezes a palavra "trem", referindo-se a alguma coisa, tipico do mineiro e, é claro, eu devo ter mostrado meu sotaque sul-mato-grossense algumas vezes. Me contou de suas passarinhadas de seu grupo e alguns causos ocorridos durante suas passarinhadas que me fez lembrar que eu, até o momento, possuo registro de pouco mais de 250 aves e uma "nuca", pois em uma passarinhada tive a sorte de, quando cliquei para fazer a foto de uma ave que estava pousada em uma arvore em minha frente, outro observador do meu grupo entrou na frente para registrá-la também, então ele ficou com a imagem da ave que voou após este acontecido e eu com o registro da nuca dele, faz parte!

Outra grande alegria reservada a mim pela Avistar, foi a de conhecer amigos virtuais pessoalmente, como Jarbas MatosFernando StraubeEdson EndrigoCiro Albano, Willian Menq, dentre outros, porém quero mencionar o querido amigo Nelson Cabral, pessoa de conversa boa e simples, fala de aves e demonstrou, assim como nós, felicidade em nos conhecer. Esperamos todos vocês na Avistar MS em novembro de 2014.

Um registro que eu não poderia deixar de mencionar foi a oportunidade que tive de rever o amigo e professor, mesmo que eu não tenha feito geologia, porém, tive aulas de campo com este Doutor no assunto, em nossas expedições pelo Geoparque Bodoquena-Pantanal, Paulo Boggiani, conheci também sua esposa e filha. Bom rever amigos que contribuem para o nosso melhoramento intelectual! 

Muitas pessoas que passavam pelo parque nos chamavam de "Doidos por Passarinho", entretanto, como diz nosso amigo Nelson Cabral, nós não somos doidos por passarinhos e sim não queremos chegar aos 60 anos estressados, sem condicionamento físico, com inicio de perda de memória, chato e rabugento, por isso, observamos aves!

Gean, Carlão, Leonardo e Vitinho

Maria Pires, Beth, Mariazinha, Gean, Tatiane, Aldo e Andrea

 
Tatiane, Paulo Boggiani, Filha do Paulo e Mariazinha

Gean, Nelson Cabral, Carlão, Fernanda e Guto Carvalho

Maria Pires, Marjú, Alessandro, Mariazinha, Carlão, Gean e Nelson Cabral.

Simone Mamede, Maria Pires, Bruna e Fernanda.

Maris, Simone, Carlão, Visitantes e Gean.

GEANCARLO MERIGHI

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FRUSTRAÇÃO DE UM PASSARINHEIRO
Em algum dia do ano de 2013


Há quem pense que, em uma passarinhada não tenha como concluí-la sem uma sensação agradável de corpo, mente e espírito relaxado. Acredito nisso também, porém, existe um fator que pode transformar uma passarinhada em algo frustrante, esse fator se chama “Passarinheiro”, ou seja, somente o próprio praticante pode transformar sua passarinha em algo para não se recordar.

Essa história que vou contar tem o enredo de um conto, porém, aconteceu comigo e me serviu de alerta para quando for realizar minhas próximas passarinhadas. Certo dia, ao voltar do trabalho, olhei pro relógio e vi que ainda daria tempo para uma passarinhada, pois eram 16 horas e o sol ainda estava alto. Não pensei duas vezes, passei a mão em meu equipamento e fui para campo.

Chegando ao local, há uns 15 km de minha residência, avistei uma ave que ainda não tinha visto, ou seja, estava observando pela primeira vez, chamamos isto de Lifer. Preparei-me para observá-lo mais de perto e registrá-lo, tratava-se do Falcão Acauã (Herpetotheres cachinnans), uma ave da Ordem Falconiforme da Família dos Falconídeos.  Ele estava sobre uma árvore seca, em um dos galhos mais altos, caçando, observando o seu próximo alimento se movimentando. Magnânimo, de porte imponente e olhar penetrante, ressaltando sua mascara negra e com o sol da tarde, de um dourado crepuscular, fazendo brilhar ainda mais suas penas e cores em todo lado direito. Que registro, não pensei duas vezes, ajustei a câmera para fazer bons registros e comecei a fotografar, como disse, era um lifer para mim. Fiz diversas imagens sem me preocupar em olhá-las, precisava aproveitar o período que ele se encontrava imóvel sobre o galho, pois como aves são imprevisíveis, nunca se sabe quando elas irão alçar voo e sumir no azul e branco do céu.

A cada click meu coração disparava como de uma criança que ganhará à primeira bicicleta, bom, bicicleta era no meu tempo, hoje em dia acho que isso acontece quando ganham o Playstation ou Wii. Logo voo e foi muito divertido vê-lo seguir rumo ao seu próximo pouso. Arrumei os equipamentos, passarinhei por mais alguns minutos e retornei para minha casa para baixar a imagens para o computador e postar na pagina do clube de observadores de aves que sou integrante. Liguei o computador e, quando fui pegar na câmera o cartão de memória, tive a maior frustração do mundo, a máquina estava, a todo o momento, sem o dito cujo, e o pior, eu mesmo havia tirada pela manhã e não o retornará, e o pior ainda, minha máquina não tem memória interna, então não registrou nenhuma das imagens que fiz. Sabe quando lhe é tirado o chão? Conhece a sensação de uma criação que lhe roubaram o doce? Esse foi meu sentimento de frustração que perdurou por mais de um dia e, até hoje, volto ao mesmo local e ainda não avistei aquele belo espécime novamente. Espero que possa encontrá-lo de novo em breve.

Vejam que o responsável pela situação fui eu, pois não conferi os equipamentos antes de sair de casa e, toda passarinhada é uma oportunidade de conhecer espécies novas, mesmo aquelas mais simples que se faz em volta do quarteirão, desta maneira, o planejamento da saída é primordial. Se negligenciar conferir o seu equipamento, é sujeito esquecer algo como um simples cartão de memória, possibilita armazenar o maior número de imagens e, em alguns casos, como o do meu equipamento, é o único local onde se armazena as fotografias e, ai sim é sujeito que o observador volte para casa frustrado.



Como diz o pessoal do twitter: #FICAADICA para não ser um observador #VACILÃO!!!!


GEANCARLO MERIGHI

2 comentários:

  1. Geancarlo, somente hoje descobri seu blog. Cara, que legal. Gostei demais.
    Você divulga os posts no Facebook? Não sei como não havia visto ainda.
    Parabéns.

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    1. Que legal que gostou amigo! Volte sempre!!! Grande abraço!

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