terça-feira, 30 de outubro de 2012

SANHAÇU-CINZENTO - Tangara sayaca (Sayaca Tanager)


Está é uma ave passeriforme da família Thraupidae. Está família compreende espécies dos mais variados tipos, conhecidos genericamente como tiês, sendo que a maioria das espécies são endêmicas das AméricasOs pássaros desta espécie são de pequeno a médio porte e sessenta por cento deles vivem na América do Sul e, destes, trinta por cento vivem nos Andes

São também conhecido como sanhaçu-do-mamoeiro, sanhaçu, sanhaçu-comum, sanhaçu-da-amoreira, e no Nordeste como pipira-azul e sanhaçu-azul (Natal/RN). É uma das aves mais comuns do país, conhecida pelo de realizar acrobacias quando na disputa por frutas com outros pássaros.


Os sanhaçus são onívoros, sendo que sua dieta é variada em frutos, folhas, brotos, flores, néctar e insetos, entre estes os alados que são capturados durante o voo. Vivem normalmente na copa das árvores em busca dos frutos maduros, mas é intrépido o suficiente para apanhar também os caídos. Costuma frequentar comedouros com frutas.

Possuem um tamanho aproximado de 18 centímetros e 42 gramas de peso (macho), tem o corpo cinzento, ligeiramente azulado, com as partes inferiores um pouco mais claras. A cauda e as pontas das asas são azuis-esverdeadas, porém pouco contrastantes. Os imaturos são esverdeados. É sem dúvida o sanhaçu mais comum em nosso país. Tem um canto longo, entrecortado pelo som de notas altas e baixas.



"A Natureza é repleta de belezas que encantam as pessoas que nela prestam atenção!" 

©Geancarlo Merighi



Fontes das informações técnicas:
Sites:
http://pt.wikipedia.org
http://www.wikiaves.com.br
Publicações consultadas:
Guia Prático do Observador de Aves - Márcio Amorim Efe



sábado, 27 de outubro de 2012

BIGUÁ (Phalacrocorax brasilianus)



NOME EM INGLÊS: NEOTROPIC CORMORANT

ORDEM: PELECANIFORMES

FAMÍLIA: PHALACROCORACIDAE

Gostei um tanto de fazer este registro, eu esta em uma Chalana no meio do Rio Taquari em frente a cidade de Coxim/MS, logo avistei esta ave que vinha voando em direção a Chalana e passo a pouco mais de três metros de distância de mim. Quer conhecer melhor Coxim, ouça a música "Pé de Cedro" de Zacarias Mourão.

GEANCARLO MERIGHI

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

ARARA-CANINDÉ - Ara ararauna (Blue-and-yellow Macaw)

ARARA-CANINDÉ - Nome em Inglês: Blue-and-yellow Macaw - Nome Científico: Ara ararauna


A arara-canindé é uma ave psittaciforme da família Psittacidae. Conhecida também como arara-de-barriga-amarela, canindé, arara-amarela e ara-arauna. É um dos psitacídeos mais espertos. É uma das mais conhecidas representantes do gênero Ara, sendo uma das espécies emblemáticas do cerrado brasileiro e importante para muitas comunidades indígenas. É muito apreciada como animal de estimação. Ocorre da América Central ao BrasilBolívia e Paraguai.

O período reprodutivo destas aves vai de dezembro e maio. As araras fazem seus ninho em  buracos no tronco de grandes palmeiras mortas, pondo 2 ovos, que são incubados por aproximadamente 26 dias.

Pesam cerca de 1,1 quilogramas e chegam a medir até noventa centímetros de comprimento, com partes superiores azuis e inferiores amarelas, alto da cabeça verde, fileiras de penas faciais negras sobre o rosto glabro e branco, olhos de íris amarela e garganta negra. Têm uma longa cauda triangular, asas largas, um bico escuro grande e forte e as típicas patas zigodáctilas dos psitacídeos, com dois pares de dedos opostos, o que lhes dá grande destreza para escalar árvores e manipular os alimentos. 

 

Migram em certas épocas do ano, em busca de alimento. Desloca-se a grandes distâncias durante o dia, entre os locais de descanso e de alimentação. Alimenta-se basicamente de sementes, frutas e nozes. Seu voo é muito bonito e sonoro pois ao voar, emitem seu grito típico que é um RRAAAAK gutural e áspero com entonação ascendente, mas podem produzir diversas outras vocalizações mais anasaladas e musicais. Quase sempre estão em dupla ou até em trio, entretanto, é comum também vê-las voando sozinhas.




A população de araras, em especial esta espécie, está crescendo muito nos grandes centros urbanos, onde ainda exista áreas verdes conservadas. Essa migração pode ser fruto da ação do homem no desmatamento. A atividade predatória do homem já fez com que em alguns locais fosse extinta, como em Trinidad e Tobagoou quase extinta, como em São PauloNa área do cerrado, atualmente o bioma mais ameaçado da América do Sul, onde outrora abundava, já é considerada em perigo.

Estas araras eram admiradas pelos povos indígenas pré-coloniais desde tempos remotos, participando de seus mitos. Os Tupi celebravam sua beleza em canções; uma etnia denominou-se Kanindé em lembrança a um cacique ancestral que assim se chamava por ser tão bonito - e tão barulhento - como estas araras; entre os Urueu-wau-wau e os Ticuna a arara-canindé é o nume tutelar de troncos familiares; entre os Craós o personagem mítico Khwök se transformou em arara-canindé e foi responsável pela formação de um dos "grandes perigos" que existem na mata, dois troncos de buriti que lançam chamas, e segundo uma lenda de origem desconhecida a arara-canindé foi uma das criações da Arara Encantada, um ser divino que ensinou às tribos as artes da música, da dança, da fala e todo o saber. Suas penas estão presentes em muitos artefatos rituais indígenas e as araras em geral estão associadas aos mitos solares e os ligados à criação do fogo.

Além de seu papel destacado na cultura, a arara-canindé tem uma grande função na teia de interrelações que sustenta a vida na natureza, pois seus hábitos alimentares provocam a dispersão de sementes de várias espécies vegetais e deixam frutos abertos e semi-consumidos, ou espalhados pelo chão, para outras espécies de aves e mamíferos que de outra forma não teriam como se aproveitar deles, seja por terem cascas excessivamente duras, seja por estarem fora do alcance. 


É bem comum vê-las voando por toda área urbana de Campo Grande, porém, com mais freqüência em locais perto das áreas verdes conservadas como o Parque do Prosa, Parque das Nações Indígenas dentre outras. Esta ave já inspirou alguns artistas e músicos regionais em suas obras.


Abaixo uma apresentação com fotografias das araras-Canindé que fiz em Campo Grande-MS com o fundo da música "Campo Grande", letra de Luiz Eduardo Balthazar e performance da "Banda Aruera", que retrata a Capital sul-mato-grossense de uma forma, a meu ver, sublime:



As imagens desta postagem foram feitas em Campo Grande-MS no Buritizal da Av. José Barbosa Rodrigues (Bairros Panamá e Popular), ao lado do Centro de Educação Ambiental Imbirussu (CEA-Imbirussu). Lá existe um pequeno ninhal destas araras, maracanãs-do-buriti e araras-híbridas (possivelmente fruto da cruza da Arara-Canindé com a Arara-Vermelha-Grande). 


"A Natureza é repleta de belezas que encantam as pessoas que nela prestam atenção!" 

©Geancarlo Merighi



Fontes das informações técnicas:
http://pt.wikipedia.org
http://www.wikiaves.com.br








quarta-feira, 17 de outubro de 2012

SABIÁ-DO-CAMPO (Mimus saturninus)



NOME EM INGLÊS: CHALK-BORWED MOCKINGBIRD

ORDEM: PASSERIFORMES

FAMÍLIA: MIMIDAE

Ave bastante comum em Mato Grosso do Sul. Este registro foi feito no município de Terenos-MS. Uma característica desta ave, o que lhe inclui na Família dos Mimídeos, é o fato dela imitar a vocalização de outras espécies!!!!


GEANCARLO MERIGHI

sábado, 13 de outubro de 2012

FERREIRINHO-RELÓGIO - Todirostrum cinereum (Common Tody-Flycatcher)


Esta é uma ave da Ordem Passeriforme da Família dos Rhynchocyclidae. Alimenta-se de insetos incluindo borboletas, traças e outros. É uma ave muito ativa caçando o dia todo e gosta de ambientes abertos. Das características desta ave, destaca-se a cabeça num tom cinza azulado, o peito amarelo e os olhos amarelo ouro. As demais partes do corpo seguem um tom oliváceo. Esta ave é comum e fácil de ser observada em diversos locais de Mato Grosso do Sul. 



Geancarlo Merighi




quinta-feira, 11 de outubro de 2012

ARAÇARI-CASTANHO - Pteroglossus castanotis (Chestnut-eared Aracari)


ARAÇARI-CASTANHO - Nome em Inglês: Chestnut-eared Aracari - Nome Científico: Pteroglossus castanotis


O araçari-castanho é uma ave Piciforme da família Ramphastidae

Ocorre da Colômbia ao Paraguai e no Brasil. Tais aves medem cerca de 43 cm de comprimento, com um grande bico multicolor, bochechas, garganta e nuca castanhas, barriga com faixa vermelha alargada dos lados.




Ordem Piciforme

Ordem de pica-paus, tucanos, araçaris e afins - são aves de médias dimensões que habitam o meio arbóreo.

Família Ramphastidae

Família representada pelos tucanos e araçaris. São aves arborícolas restritas ao neotrópico. Possuem bico excepcionais, bastante coloridos, cujo comprimento pode exceder o do corpo, são duros e cortantes, porém leves e porosos. Apresentam língua longa, região perioftálmica nua e colorida, plumagem vistosa, pé zigodáctilo, glândula uropigeana bipartida. Sua vocalização é um ronco ou grito emitido sincronicamente entre os tucanos vizinhos. São basicamente frugívoros tornando-se importantes dispersores de sementes, pois as regurgitam ilesas. Também podem comer aranhas, grilos, cigarras, morcegos, saqueiam ninhos de outras aves. São aves inquietas que se movimentam pulando através da ramaria. Ao voar, emitem um ruído produzido por rêmiges sonoras. Dormem em bandos, pousados em galhos ou em buracos, com a cabeça virada para trás e escondida sob a cauda. No período reprodutivo, o casal alimenta-se mutuamente. Seu ninho é um buraco ou fenda existente em uma árvore onde depositam de 2 a 4 ovos pequenos, elípticos e brancos. Os filhotes possuem calos tarsianos que facilitam o pouso sobre o fundo de madeira não acolchoado dos ninhos. Os calos caem posteriormente. Após a reprodução, associam-se em grupos monoespecíficos e perambulam pela floresta em busca das frutas prediletas.



 Registro feito nos municípios de Terenos e Campo Grande - Mato Grosso do Sul.  Há registros de observadores de Campo Grande que avistaram esta espécie em outros locais como o Parque dos Poderes, Parque do Prosa, dentre outros.

Clique aqui para ver um vídeo desta ave e aqui para ouvir seu chamado.


"A Natureza é repleta de belezas que encantam as pessoas que nela prestam atenção!" 

©Geancarlo Merighi



Fontes das informações técnicas:
http://conhecendoanimais.blogspot.com.br
http://www.uece.br/uece/zootecnologia/aves_aereas/piciformes.pdf





terça-feira, 9 de outubro de 2012

SAÍ-ANDORINHA - Tersina viridis (Swallow Tanager)


SAÍ-ANDORINHA - Nome em Inglês: Swallow Tanager - Nome Científico: Tersina viridis

É uma ave da família Thraupidae. É considerado um dos mais belos pássaros de nosso país. Ocorre do Panamá até a Argentina e no Brasil. Possui acentuado dimorfismo sexual com os machos tendo uma plumagem muito mais vistosa do que as fêmeas. O macho apresenta coloração azul-brilhante com a cara e a garganta negra e barriga branca. A fêmea e o macho juvenil são esverdeados, em tom brilhante nas costas e amarelado nas partes inferiores. Nos dois sexos, há uma série de riscas escuras na plumagem ventral, branca no centro da barriga do macho e amarelada na fêmea.


Esta fotografias foram feitas no Parque das Nações Indígenas em Campo Grande-MS. No parque existem diversos pés de amora que, nesta época do ano, estão carregados de frutos e os saís, saíra, sabiás, sanhaçus dentre outros, fazem uma verdadeira algazarra comendo a fruta. Vale a pena conferir ao vivo!!!! 

Conheça o canto desta ave clicando aqui!


Nota Técnica:

Em biologia, o dimorfismo sexual é considerado quando há ocorrência de indivíduos do sexo masculino e feminino de uma espécie com características físicas não sexuais marcadamente diferentes. A função destas diferenças, em muitos casos, está relacionada à luta dos indivíduos pelo direito de se reproduzir, usando tais caracteres para lutar por um(a) parceiro(a), ou impressioná-lo(a) com os seus dotes. Exemplos claros de dimorfismo sexual podem ser observados em leões (cujo macho possui uma juba, ausente nas fêmeas), mandris(cujo macho possui a face intensamente colorida e pelagem negra, enquanto a fêmea é completamente castanha), certas espécies de cervo (cujos machos adultos possuem galhadas mais ou menos desenvolvidas, ausentes nas fêmeas), aranhas (cujo macho é normalmente muitas vezes menor que a fêmea), e muitas espécies de aves.

"A Natureza é repleta de belezas que encantam as pessoas que nela prestam atenção!" 

©Geancarlo Merighi



Fontes das informações técnicas:


quinta-feira, 4 de outubro de 2012

TESOURINHA (Tyrannus savana)


NOME EM INGLÊS: FORK-TAILED FLYCATCHER

ORDEM: PASSERIFORMES

FAMÍLIA: TYRANNIDAE

A Tesourinha é um ave migratória e também conhecida como tesoura, tesoureira e tesourinha-do-campo. Habita as regiões campestres, cerrado, matas, ou até mesmo cidades. Já registrei imagens no Parque das Nações Indígenas, no bairro onde moro e já a avistei em outros lugares sentada nos fios de alta tensão. 

GEANCARLO MERIGHI

terça-feira, 2 de outubro de 2012

BACURAU-CHINTÃ - Hydropsalis parvula (Little Nightjar)

BACURAU-CHINTÃ - Nome em Inglês: Little Nightjar - Nome Científico: Hydropsalis parvula


Esta é uma ave CAPRIMULGIFORME da família CAPRIMULGIDAE.
É uma espécie de bacurau que habita da Venezuela à Bolívia, bem como a Argentina e o Brasil. Tais aves medem cerca de 20 cm de comprimento, possuindo coloração escura, garganta com manchas negras e brancas, asas com largas faixas brancas, e cauda com extremidade branca. As fêmeas, no entanto, são totalmente escuras. Também é conhecido pelo nome de bacurau-pequeno.

Comum em campos com árvores e arbustos. É uma ave de hábitos noturno e vive no chão, descansando durante o dia sob arbustos. Pousa sobre troncos para cantar.


O nome bacurau é utilizado para designar diversas coisas, como o filho de idade tenra ou os filhos, como na frase "preciso faturar. Lá em casa tenho três bacuraus pra criar". Outro emprego é como apelido, geralmente dado a pessoas franzinas que utilizam topete.




O bacurau é uma ave que tem várias lendas a seu respeito, abaixo segue uma delas:

 Bacurau Escritor
  
Reza a lenda que muito antes de Pedro Álvares Cabral descobrir o Brasil, os fenícios já visitaram o nosso país. Uma vez uma embarcação fenícia desembarcou em terras brasileiras e dentre eles havia um escriba, que viva escrevendo em rochas e em pergaminhos. Um certo dia, este rapaz se perdeu na mata e foi para numa tribo indígena. Chegando lá ele foi confundido com uma espécie de Deus-Pássaro, então os índios vestiram este homem branco com uma roupa coberta de penas. Assim Tupã se zangou e transformou o escriba em um pássaro que foi batizado de bacurau.  Como apesar de tantos acontecimentos, o escriba não parava de fazer anotações em seu pergaminho, surgiu o ditado: - É dizendo e bacurau escrevendo! Séculos se passaram e o escriba continuou em forma de bacurau. Mas na época do Brasil-Colônia este pássaro viu uma moça galopando em seu cavalo e se apaixonou por ela. Desta maneira ele decidiu segui-la. De repente, o cavalo ficou maluco e saltou no rio cheio. Mesmo assim o animal e sua dona chegaram vivos, porém desacordados do outro lado do rio com a sela toda esfolada. Assim o bacurau resolveu consertar a sela e colocou algumas penas suas dispostas entre a manta e a sela. Desta maneira quando as vítimas acordaram nunca mais tiveram problemas nas viagens. Por isto é que existe uma lenda dizendo que as penas do bacurau entre a manta e a sela fazem com que o cavalo não caia e nem salte em rio cheio.
  (Luciana do Rocio Mallon)



NOTA TÉCNICA:

De acordo com o site wikiaves.com.br, Caprimulgiformes é uma ordem de aves que inclui os bacurais e mães-da-lua. Estão representados em todos os continentes, exceto na Nova Zelândia, regiões polares e maioria das ilhas oceânicas. A maior diversidade do grupo encontra-se em regiões tropicais e semi-tropicais. São aves exclusivamente noturnas e alimentam-se exclusivamente de insetos, que caçam durante o voo, e representam um papel importante no controle das populações das suas presas. O nome da ordem deriva do Latim e significa "sugador de cabras", devido à uma concepção errada de seus hábitos alimentares.

Eu estava chegando na Fundação de Turismo de MS para uma reunião no período da tarde. o prédio da Fundação fica dentro da área do Parque das Nações Indígenas ao lado do Parque Estadual do Prosa. Antes havia chovido e quando cheguei no Portal Guarani, olhei para o lado e vi, pousada na grade da cerca do parque esse bacurau-chintã. Parecia não ter cabeça, cheguei bem  perto ver se conhecia a especie e comecei a fotografá-la. Ela fazia pequenos voos e eu a acompanhava fotografando.



"A Natureza é repleta de belezas que encantam as pessoas que nela prestam atenção!" 

©Geancarlo Merighi



Fonte das informações técnicas:

Fonte da Lenda do Bacurau Escritor: